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Category Archives: textos

Se ele fosse fotógrafo:

Lula:
-Depois da bolsa família criamos o bolsa TecPix e derrubamos o ORKUT e estamos partindo pra cima do Facebook, vamos acabar com a desiguladade fotográficaneste País.

Dilma:
-Por Favor, tira do site a foto daquele ministro .

Silvio Santos:
-Vamos abrir a porta da Pin-Hole , Ma oeeeee!!!

Faustao:
-O loko meo, quem sabe faz no modo macro !

Tiririca:
-Seu minino
-Esse briefing, pior que esta, não fica.

Eike Batista:
-Filho, vai la comprar a National Geographic pra gente
publicar essa foto do TOB tosado.

Michel Telo:
– Workshop de direção de modelos com poucas palavras.
– Duração de 3 segundos e meio com certificado.

Datena:
– Be da ibagens!

Chaves:
– Iso, iso, iso

Angelina Jolie:
-Boa tarde, eh da kodak ?
-Já tem crianças de funcionário pra adoção ?

Sandy:
-Gente, entrei numa sala escura.

Rubinho:
-Pouts, deu pau no cartão, de novo.

Hebe:
– Pessoal, não percam, amanhã começa minha exposição com fotos exclusivas que fiz de Pedro Alvares Cabral, meu querido Pedrinho, ta uma graxinhaaa !

Gugu Liberato:
-Atencao pessoal, olha o pintinho amarelinhoo.

Dalai Lama:
– o Homem passa a vida inteira estudando photoshop, compra uma tablet para fazer path e gasta tudo que ganhou em aulas de pilates para recuperar a coluna.

Pensamentos profundos de Brunus Pavanius

para quem não conhece, Brunus Pavanius é um personagem metido a filósofo de causas perdidas.


 
 

O Catalisador

Nossa casa é tão pequenina, tão pequenina que cabe um mundo inteiro
dentro dela, um mundo de fantasia, de alegria, de um laranja misturado
com verde, velas enfeitadas, bonequinhos de neve e um cheiro de madeira.
 
Existe um sofá que clama por sua presença, a noite chega e ele começa a
chorar, pq ela não disse para ele que ele ficaria vazio, ele gosta de dormir com ela,
de afaga-la enquanto eu trabalho, de lhe deixar próxima, mesmo q seu quarto
esteja a 2 metros de distância, ela gosta de respirar o mesmo ar que me inspira.
 
Acender as velas já não tem mais graça, as músicas que tocam são sempre
melancólicas, os filmes precisam ser dublados, a comida requentada, nada
se torna especial.
 
qdo lembro da sua silhueta em cima da mesa, com um sapato negro,
transformando nosso lar em um ninho de amor selvagem, o sofá,
aos prantos, concorda: “como ela é formosa, quanta atitude em uma
pessoa que teve sua história tão marcada, tão castigada, ela é especial.”
 
Lembro de sua força qdo me sinto fraco, lembro de seu cheiro qdo me sinto
só, lembro da sua voz qdo digo te amo, olhando para este mesmo sofá.
 
Nessa mesa encontra-se um livro, feito por ela, repleto de recordações
e uma história de arrepiar qualquer conservador, uma história tão singular,
tão singular, que atropela tudo que vc poderia esperar de qualquer enredo Shakespeariano
 
embaixo de seu travesseiro, se abriga uma peça de seu guarda-roupa,
fiz questão de não tira-lo de lá, pois funciona como um portal mágico,
se eu encosto ou chego perto, a casa se transforma, ela muda de cor,
uma cor azulada, tão bonita, digna de uma ampliação.
 
Quando a vi pela primeira vez, eu não imaginei
que estaria escrevendo tudo isso agora, é como se a relação de tempo
com a distância se encurtasse para me mostrar o quão especial tudo isso
esta sendo, a distância tem uma poderosa função de catalisar Sonhos.

Texto: Bruno Pavão

Fitava-me como um anjo sem destino,
veio sem bem saber o que queria.
Na bagagem o desejo de felicidade
e um atestado de ser especial.

Se inferiorizava de forma estratégica,
mas representava o todo.
Tanta coisa perdida,
tanta coisa que me acendia,
que me dizia o quanto a gente é nada.

As pessoas especiais tem um poder mágico,
o poder da mudança:

Nas coisas que não vemos,
Nas coisas que não sentimos,
Nas coisas que queremos ter,
Nas coisas que relutamos,
nas coisas que as vezes,
insistimos em não ter.

Texto: Bruno Pavão

Pensa-se que a vida acumula experiência, que a vida molda a vida, que uma alma se ilumina.

Pensa-se que a experiência te transforma em um ser preparado, cheio de forças e certezas.

Como se mede a vida ? Como se mede a Alma ?

Eu te conheci e na contra mão se foi minha experiência, tudo aquilo que aprendi, tudo aquilo que busquei, tudo aquilo que sonhei.

A certeza do amanhã é como a vida de uma borboleta se preparando dias a fio para o derradeiro suspiro de leveza no ar.

O medo que sentes é a força do rompimento, o rompimento da experiência que agora te faz agir como uma criança, um adolescente.

Planejar o futuro pode ser saudável, mas querer prevê-lo é leviano e insustentável.

Nesses caminhos tortuosos encontramos lindas flores, algumas com espinhos e outras que se fazem presente até mesmo com a ausência da luz,
são verdadeiras damas que nos despertam um sentimento de prazer e gratidão, que nos reduz a um suspiro de paixão.

Sua graça vai além dessa vida, me questiona sobre o amanhã, sobre religião e reencarnação.

Hoje eu te darei uma resposta, mas amanhã pode ser que não.

Isso não quer dizer que me irritei ou cansei, apenas significa que não sei mais o que pensar, não sei mais o que dizer,
pois minhas certezas se foram no dia em que meu coração te escolheu, junto com a poeira, todo seu legado, como num passe de mágicas, desapareceu.

texto: Bruno Pavão

hoje a lua brilhou diferente
a garoa olhou, mas não se atreveu
o farol piscou lentamente
a nuvem parou e se remoeu

da luz só se via a beleza
uma trouxinha incandescente
os lampiões roubavam a cena
uma garrafa reluzente

de métrica nada sei
poesia ? muito menos
de que sou ? nada
de que serei ? ontem

o hoje, a fresta, o esvoaço
tirei a vela do copo
o amanhã, o caminho, o melaço
tira a vela do copo

se queres renda, novela
se queres ceda, amanheça
se queres prazer, esqueça
se queres a vida, feche os olhos

feche bem os olhos
sinta a nuvem que se vai
sinta a luz que permeia
o esvoaço

que seja linda e transpareça

texto: Bruno Pavão