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hoje a lua brilhou diferente
a garoa olhou, mas não se atreveu
o farol piscou lentamente
a nuvem parou e se remoeu

da luz só se via a beleza
uma trouxinha incandescente
os lampiões roubavam a cena
uma garrafa reluzente

de métrica nada sei
poesia ? muito menos
de que sou ? nada
de que serei ? ontem

o hoje, a fresta, o esvoaço
tirei a vela do copo
o amanhã, o caminho, o melaço
tira a vela do copo

se queres renda, novela
se queres ceda, amanheça
se queres prazer, esqueça
se queres a vida, feche os olhos

feche bem os olhos
sinta a nuvem que se vai
sinta a luz que permeia
o esvoaço

que seja linda e transpareça

texto: Bruno Pavão

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