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a bailar

foto: web_sem crédito (manipulada)

texto: Bruno Pavão

Sem flor alguma

Fazia um mês que não a via.
Ela chegou dourada,
com aquele sorriso lindo,
seu jeito sem jeito,
uma felicidade que não se esconde,
uma simplicidade quase complexa.
Trazia na bagagem sua arte.
Mostrou-me flores, máscaras, praias, amigos, e uma bailarina tão linda que ofuscou todo o todo.
Demasiada linda, um branco espontâneo, tinha traços
jogosos por todos os lados.
Ela bailava como Pollock, traduzia um movimento
contido, um movimento entristecido, mas era espontâneo.
 A caminho do entorno me contara sua inspiração.
Não era tão bela quanto sua
chegada,
era tão triste que não pude compreender a partida recitada,
havia muito amor ali, algo tão cúmplice e recíproco que o legado é incomensurável.
Fiquei sem reação, não consegui abraça-la direito, enquanto me despedia tentava entender toda aquela arte.

Aquelas flores, máscaras, praias, amigos, faziam tanto sentido. Pude entender que sua bailarina sim, agora está linda como sempre quis, a flutuar sobre nuvens.

Ela se foi cabisbaixa, e eu com todas minhas máscaras, sem flor alguma, nem amigo pude ser.

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One Comment

  1. Teu melhor texto. Dá pra ver você. Um você que por vezes nem pessoalmente se vê.


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